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“É PRECISO CALCULAR O ESSENCIAL PARA NÃO TERMOS DE CALCULAR O VITAL…” – CONCLUSÃO DA ASSEMBLEIA INTERNACIONAL JUVENIL 2018

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“É preciso calcular o essencial para não termos de calcular o vital…”, esta foi a principal conclusão de Assembleia Internacional Juvenil 2018, apoiada pelo Programa Erasmus + da União Europeia através do projeto WAAR. O evento de escala internacional, organizado pela PASEC, teve lugar entre 26 de dezembro e os primeiros dias de janeiro de 2019 na zona centro e sul do país, com a base operações repartidas entre Alcoutim e Mira.

No documento final saído da atividade é destacado que o momento atual na Europa e um pouco por todo o globo é da proliferação de discursos xenófobos, nacionalistas, sectaristas e por vezes do ódio à diferença, colocando-nos de volta a épocas que pensávamos já terem sido erradicadas da nossa cronologia. Estamos a falar das épocas que antecederam as I e II guerras Mundiais, das vagas de emigração dos anos 60 ou do despoletar da Guerra Fria.

O mesmo documento reflete que é impossível ignorar a crise humanitária que a Europa atravessa. O influxo de refugiados do médio oriente representa a maior massa migratória no continente desde a II Guerra Mundial. Os jovens não estão indiferentes a acontecimentos do palco internacional. Foi este o ponto de partida para os dias de reflexão que culminaram com a ideia de que é preciso, desde já, calcular o que nos é essencial, para não termos de tomar decisões mais extremas, a que os delegados jovens eleitos, apelidaram de cálculo vital. Os recursos começam a escassear, o que era dado como adquirido deixou de o ser e é agora, segundo as conclusões da AIJ 2018, que as decisões de curto e médio prazo devem ser tomadas, para que possa haver um longo prazo.

Por detrás da AIJ 2018 esteve um projeto que envolveu centenas de jovens, o projeto WAAR. O projeto We Are All Refugees – WAAR surge como uma resposta muito direcionada à problemática dos refugiados tendo como objetivos formar e relembrar aos jovens envolvidos a história dos seus povos e a sua descendência migrante, a importância do diálogo e educação intercultural, e o combate ao discurso de ódio, ignorância e apatia face às comunidades migrantes e de refugiados. Foram cerca de quatro dezenas os delegados jovens eleitos para participar nas semanas de formação da AIJ 2018.

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